Dengue: período de chuva e calor requer cuidados especiais


Publicado em 8 de novembro de 2018
Tendência é aumentar casos da doença em todo o Estado; Prefeitura se organiza em trabalhos de prevenção

Os setores de Saúde, Defesa Civil e Tributação da Prefeitura se reuniram nesta quarta-feira (7) para definir ações de combate a dengue.

O fim de ano é um período crítico por se caracterizar por calor e pancadas de chuva, o que facilita a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da doença.

O alerta está sendo ligado em todo o estado de São Paulo, onde há registro de aumento de casos neste ano. Na região metropolitana de Campinas, por exemplo, já são 1.563 casos de janeiro a setembro, contra 425 do ano passado — aumento de 267%.

IRACEMÁPOLIS

Iracemápolis faz bom controle da dengue. Em uma população de 23 mil habitantes, foram nove casos no ano, sendo quatro importados — ou seja, contraídos por pessoas que visitaram outros municípios.

Porém, a Prefeitura alerta que o aumento de casos no estado se reflete em todas as regiões.

Daí a importância de, juntos, Prefeitura e população intensificar o controle e eliminar criadouros do Aedes aegypti. Entre as medidas, estão a limpeza de calhas, caixas d’água e eliminação de água parada limpa.

TERRENOS

Também há preocupação com a limpeza de terrenos. É preciso ficar atento a mato alto, lixo irregular e entulhos, pois são focos criadores de larvas do mosquito.

A Defesa Civil alerta que, embora os pontos de descarte de lixo em área urbana estejam sob controle, é preciso ampliar a conscientização, pois há áreas vulneráveis, como a mata ciliar do Ribeirão Cachoeirinha e os bairros Florescer, São Sebastião, Luiz Ometto e Alvorada, além do buracão do Aquárius e da Lagoa do Jacinto.

De acordo com o coordenador do setor, José Eduardo, a partir de segunda-feira (12) a fiscalização será intensificada em áreas com mato alto e sujeira.

Os proprietários de terrenos nessas condições serão notificados e terão o prazo de 10 dias para a limpeza. Vencendo o prazo, será feita nova vistoria e, caso não esteja limpo, a multa é de 6 ufesp (R$ 154).

Após a multa, o proprietário terá mais 10 dias de prazo. Caso não resolva, será novamente multado, dessa vez em 12 ufesp. A partir disso, a Prefeitura faz a limpeza e envia os custos ao proprietário junto com as multas.

Sobre as áreas públicas, ele informa que o setor de Serviços Urbanos está intensificando a limpeza de pontos que apresentam problemas.