Mostra de Cultura Afro-Brasileira traz para o Centro de Lazer importantes heranças do povo africano na construção da identidade brasileira


Publicado em 24 de novembro de 2021

 

No último dia 21, um dia após a data que marca o dia da Consciência Negra no país, a Coordenadoria de Ação Cultural, em parceria com o Fundo Social de Solidariedade, promoveram uma Mostra de Cultura Afro-Brasileira no salão maior do Centro de Lazer do Trabalhador “João Denardi”. A prefeita Nelita Michel e vice-prefeito, Chicão Rossetti, prestigiaram o evento.

Segundo a coordenadora de Ação Cultural Dalila L. Mouro, “o evento foi idealizado para trazer cada vez mais a importância da valorização dessa matriz africana, um dos pilares na construção da nossa identidade brasileira e destacar a resistência desses povos em manter sua cultura e tradições mesmo com uma história marcada por tanto sofrimento”, cita.

As atividades tiveram início com a vinda do Grupo de Maracatu com os filhos da Nação, comandado pelo Mestre Hugo Leonardo da Nação Leão da Campina vindo diretamente de Recife/PE, um dos berços do Maracatu. Além de apresentar a força e a energia desse ritmo o grupo ofereceu aos participantes uma oficina para aprender um pouco sobre como tocar os instrumentos.

O salão maior recebeu exposições como: “A Ancestralidade do Negro” com obras da artista visionária Daiane Amorim de Iracemápolis que abrilhantaram o espaço. Daiane foi uma das contempladas com o Edital da Lei Aldir Blanc de 2021 e é a primeira vez que realiza uma exposição de suas obras, entre elas, grandes líderes negros como Zumbi dos Palmares e sua companheira Dandara, que lutaram na resistência quilombola pela liberdade dos negros escravizados no maior quilombo que existiu no Brasil. E também obras com os principais Orixás, divindades da mitologia africana iorubá. A intenção é desmistificar o medo e o preconceito com essas religiões, comenta Daiane.

Outra exposição que chamou a atenção dos visitantes foram as plantas suculentas com os proprietários Marco e Ana do espaço Quintal das Suculentas de Iracemápolis. Além de diversas espécies dessas plantas, os expositores também trouxeram arranjos e fontes que eles próprios montam.

O encerramento das atividades culturais foi com o grupo Abadá-Capoeira de Iracemápolis, que trouxe um repertório muito rico e educativo. O instrutor Rafael Tuiuiu além de conduzir a roda, ofereceu uma aula aberta de capoeira interagindo com os participantes, educando o público sobre essa representação cultural, um dos maiores símbolos da nossa cultura. A apresentação também trouxe demonstração de maculelê e samba de roda, encantando o público presente. O grupo também foi um dos contemplados pelo Edital da Lei Aldir Blanc.

Durante todo evento a equipe do Fundo Social de Solidariedade preparou e serviu pratos típicos de dar água na boca, retratando sobre a culinária africana. Pratos como baião de dois e sarapatel muito presentes na culinária nordestina e sobremesas como ambrosia e lelê típico da Bahia agradaram todos os paladares. Todo o dinheiro arrecadado foi revertido para o Fundo Social.

“Para nós, do Fundo Social, foi um prazer estar em evento tão importante, contribuído com a alimentação com pratos típicos. Toda a renda das vendas é destinada às famílias que procuram pelo atendimento da entidade”, cita a presidente, Michele Vilas Boas.

 

Texto e fotos: Coordenadoria de Ação Cultural