“Nosso foco é ampliar os programas sociais, ofertar cursos de qualificação para a população e valorizar a equipe de profissionais”, afirma Márcia Baldini

Coordenadora da Promoção Social na gestão de Fábio Zuza, Márcia Baldini fala sobre os trabalhos do departamento


Publicado em 1 de setembro de 2017
"Nosso foco é ampliar os programas sociais, ofertar cursos de qualificação para a população e valorizar a equipe de profissionais", afirma Márcia Baldini
Baldini: “Nosso olhar é voltado para crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres e outras classes mais vulneráveis a violação de direitos”

A coordenadora da Promoção Social de Iracemápolis, Márcia Baldini, fala nesta entrevista sobre os trabalhos do departamento.

Ela afirma que o foco da gestão está em ampliar os programas sociais para a população, atender as mudanças nas leis impostas pelo Governo Federal e promover cursos de capacitação para a equipe do setor, uma forma de valorizar os profissionais da área e ampliar a qualidade do atendimento ao público.

Baldini também comentou que busca estreitar parcerias com o PAT para ofertar cursos de qualificação profissional para as pessoas que procuram o setor.

Qual é a função da Promoção Social?

A Promoção trabalha com ações de proteção social junto com o CRAS, o CREAS e em parceria com entidades sociais. Isso significa garantir acesso a outras políticas públicas também, como saúde e educação. Sempre trabalhamos com foco na família, especialmente para fortalecer o vínculo entre os membros. Para isso, fornecemos benefícios às pessoas em situação de vulnerabilidade, bem como serviços de acompanhamento com profissionais, como assistente social e psicólogo.

Quem pode procurar os serviços da Promoção?

Qualquer pessoa, pois todo mundo está sujeito a situações de vulnerabilidade. É importante ressaltar a assistência social como política pública de direito, diferente do olhar assistencialista de outra época, que olhava os benefícios como um favor, uma doação, e não como um direito do cidadão.

Quais são os benefícios que a Promoção Social oferta?

São vários, como cestas-básicas, auxílio funeral, projeto migrante, viva-leite, frente de trabalho, bolsa-família, benefício de prestação continuada para idosos e para pessoas com deficiência.

E qual é o público prioritário?

Existe um olhar voltado para crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, mulheres e outras classes mais vulneráveis a violação de direitos. Para os benefícios locais são considerados critérios socioeconômicos. Outros de abrangência nacional passam pelo Cadastro Único, como é o caso do bolsa-família.

Qual o grande desafio do setor no momento?

É atender a demanda frente a crise nacional. Famílias que nunca haviam procurado auxílio têm ido ao setor por causa do aumento do desemprego no Brasil. Programas como Frente de Trabalho, cestas básicas e outros serviços têm tido grande procura.

O município tem conseguido atender a demanda?

Sim, graças a um trabalho disciplinado de gestão. E não se trata apenas de fornecer os benefícios emergenciais, como cestas-básicas. Estamos trabalhando com as famílias para que elas se empoderem e tenham oportunidade para seguir por conta própria. O foco é oportunizar capacitações, cursos de qualificação, orientações e articulação com outras áreas, especialmente com o PAT, para que elas consigam se manter.

O Governo Federal está implantando o “marco regulatório”. Isso reflete em Iracemápolis?

Sim, envolve todas as cidades do país e tem sido um de nossos desafios. É uma lei que visa dar mais transparência e monitoramento por parte do poder público no repasse de recursos para entidades sociais. Porém, muitas regras vão mudar, especialmente para as organizações sociais. Temos trabalhado muito, tanto a Prefeitura quanto as entidades, para que as parcerias aconteçam dentro da nova lei.

Como você define a linha de trabalho da atual gestão no social?

Nosso foco está na gestão participativa. Focamos o cuidado com as famílias, buscamos ouvir a população. E estamos trabalhando no constante treinamento e capacitação de nossa equipe de profissionais; aliás, um pedido dos próprios funcionários. Penso que a principal ferramenta da assistência social é o profissional que atende as famílias e, por isso, ele precisa estar seguro de suas ações.